BD na TV: Brenda Starr, Reporter

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A repórter Brenda Starr, foi durante vários anos dos personagens mais conhecidos dos comic strips. Criada em 1940, por Dale Messick, Brenda Starr, era uma jornalista de um jornal de Chicago encarregue de investigar notícias com impacto um pouco por todo o mundo, muitas vezes com uma componente social muito interessante de acompanhar.

Há altura, este personagem foi extremamente inovador, contribuindo para uma consciencialização do papel da mulher. Criado por uma mulher – algo pouco comum e que encontrou resistências iniciais, Brenda Starr, sempre foi apresentada de uma forma que ultrapassava os estereótipos assumidos para as mulheres: independente, autónoma, solteira, ousada nas roupas e atitudes. Essas características criaram alguns dissabores à autora (e à personagem) que, apesar da popularidade que conheceu, teve alguns desenhos mais ousados (decotes, saias curtas ou a fumar), censuradas e alteradas para publicação em alguns jornais.

Brenda Starr atravessou todos os estágios, adaptando-se aos tempos: solteira com romances ocasionais e intensos, casada, mãe, divorciada, jornalista, editora,…

Após Messick, outros artistas lhe sucederam, com a característica de serem sempre mulheres. A comic strip viria a terminar em 2011.

Telefilme produzido em 1976, na qual a então razoavelmente popular Jill St. John encarnava a repórter Brenda Starr, num filme que não conseguiu ser tão anti-convenções como o formato papel. No entanto, assinale-se o facto, numa altura em que as mulheres não eram claramente protagonistas na televisão.

Tentativa de criar uma série televisiva sobre Brenda Starr, que falhou sendo apenas produzido o episódio piloto.
A última tentativa de adaptar Brenda Starr ao cinema ocorreu em 1986, com um filme que foi uma verdadeira saga burocrática e judicial sobre os detentores dos direitos, sendo estreado na Europa em 1989 e nos EUA em 1992. Em qualquer um dos casos o filme, onde entrava a (ex)menina prodígio do cinema americano, Brooke Shields, e um dos mais curtos James Bond de sempre – Timothy Dalton – conseguiu a unanimidade entre público e crítica: desastroso!